Rios e milhas distantes
A taça cheia de vinho
Um renegado sentado
Com sua espada enferrujada
Barba pra fazer
Solto nas pilastras
Lascas do reino desmoronando
O pingente dado ao nascer
A proteção que não lhe cabia
Deixou-se cair em tentação
O sangue do inocente
Na garrafa de vinho
Pulsos firmes segurando
A linha atemporal
O pedido de ajuda na janela
Cinzas e brasas acesas
Sufocando o oxigênio
O cão de guarda saudando
A lua
Anoitecer violento
Vidas ceifadas pela ignorância
Um bilhete caído
Com o selo papal
Nem ele poderia segurar a irá
De um deus misericordioso
A chuva apagando o fogo
Nas vilas vizinhas
Dizimou algo que não pôde
Devolver
Seus soldados jazidos
Putrefados,andarilho
Pisando em falso
Nós cadáveres do que
Foi um amanhã.

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