sábado, 24 de novembro de 2018

Alto mar

Tudo o que eu queria dizer a ela 
Era que estava doendo
Aquilo estava me matando 
Não me preparei para o que veio 
Afundando como um bote de plástico 
Em alto mar 
As ondas me arrastam,e eu vou indo 
Bem mais fundo 
Não existe ninguém lá para 
Me salvar,apenas eu
Sangrando em silêncio 
A cada ano que passava 
Meu silêncio a incomodava 
Eu morri a tanto tempo querida 
Queria ter ficado e cuidado de nos
Porém eu precisava cuidar so de mim
Parti sem avisar,deixando a porta aberta
Visite meu túmulo,com lembranças
Boas de nos,a verdade é que eu
Nunca me senti parte disso.

Sozinho aqui

O sol vai embora 
Mais uma vez 
A noite retorna 
Sedenta de minha solidão 
As paredes do quarto pintadas 
Refletem meu ser 
Escrevendo  na escada 
Eu reflito, penso,admito
Que sempre estarei sozinho
Apago as luzes 
Insisto em dormir 
Virando para o lado vazio 
Frio,sem ninguém 
Para me desejar boa noite.

Ela é

Ela é o clichê das manhãs 
Levantando meu astral com seu bom dia
A carnificina não orquestrada 
A bússola atemporal 
O Google maps offline
Mais perdida sou eu 
Que ainda me sinto digna dela
Por mais que eu a afaste 
Ela ainda insiste, persiste
Minha existência penhorada 
Em razão de fazê-la sorrir
Por tempos sem dor 
Ela acorda mais um dia 
Com sua nostalgia 
E eu já cansado resolvo deixá-la ser 
Quem ela pensa que é.

Vodka com sorrisos

Dançando sozinha as 5 da manhã
O escuro da rua mal iluminada me faz tremer
Eu continuo ali 
Buscando o pouco do amor que você deixou 
Me pego escorada na porta do carro 
Bebendo vodka,essa dor não passa
Você não está do outro lado da rua 
Sei que já está amanhecendo 
E as pessoas vão me ver aqui fora 
Juntando meus pedaços de alma 
Como Valdemor com as orcruxis
Tem alguém pendurado na corda 
Ele sou eu 
Suspensa em cabos frouxos 
Me sacrifiquei para te ter aqui 
E olha só o caos que eu virei 
Nem bem o sol chegou 
Eu já estou indo embora deste  lugar onde um dia bebemos vodka com sorrisos.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Passando despercebido pelo caminho

Ela é uma amiga,Irmã,desconhecida 
Aquela que nunca mentiu
Sentindo as vibrações negativas 
Transformando em positivas
O céu pode cair agora 
Ela vive para si
Nunca precisou que alguém lhe dissesse o contrário 
Ela sempre volta ao início 
Para sentir aquele gostinho de novo
É viciante como ela é exentrica
Com aquele sorriso cerrado 
Ela curva a esquina de casa 
Em busca das asas,para voar 
Ela não é nada mais que um sonho 
Um fogo acesso dentro de mim 
Uma imaginação,uma cópia bem autêntica e mais original do meu ser,aquilo meu que deu certo
Aos poucos vou conseguindo ceder
Ela faz meu "mundo" andar para a frente 
Ela sou eu do lado avesso 
Atravessando a rua lentamente 
Esperando a chuva cair na janela
E os pingos virarem uma passagem para outro lugar 


Mais estranho e equilibrado.



Morfina

Na verdade eu não ligo 
Se você não olhar mais pra mim 
As coisas não fazem sentido 
Com ou sem você
Tirei meus sonhos do papel cartolina 
 De quando eu frequentava a 3° série 
E achava que tudo ia ser legal
Se eu soubesse nem tinha tentado
Estamos sempre andando em círculos 
Nada é lugar nenhum 
Fico as vezes tentando encontrar razão
Em ações que nem me orgulho,gritando a plenos pulmões como dói perder você assim 
Quando eu tô sobria de morfina,tudo isso vira uma merda.





Em cima do silêncio

As cordas do violão se soltaram
Não as dedilho mais como antes
Recordo meu passado na estante 
Que eu ainda não tive coragem de mudar 
De lugar
Ainda tem muito o que jogar fora 
O apartamento ficou pequeno 
As lembranças precisam ser trocadas
Quando tudo que tem dentro é só vazio,o que fazer?
Encaro as coisas de um modo frio 
Sobraram as cadeiras,mesa,eu e o violão
Os 4 tentando falar em cima do silêncio 
Que alguém deixou.



Palhaço maltrapilho

Será que um coração machucado
Pode voltar a amar?
Brincaram tanto com ele 
Que eu não o sinto mais 
Um fantasma,eu me sinto 
Carregando a falha de não ter sido
O suficiente 
Você não merece isso,me sinto um palhaço
De fim de carreira 
Abandonado,sem conseguir tirar sorrisos de ninguém 
No caminho tortuoso que eu mesmo escolhi
Não quero te fazer andar ao meu lado
Sendo assim 
Um amaldiçoado apaixonado.


Apenas mais uma em meio a tantos


Eu ainda não a deixei ir 
Presa nas minhas lembranças
Ela precisa descansar 
Ficando embaixo de árvores 
Na noite escura 
Em seu túmulo frio 
Eu não a quero deixar ir 
Seguro suas mãos pálidas
Lá fora eu ouço todos suplicarem
Mas não posso solta-la ainda 
Prometi que iria te fazer feliz 
Chamo seu nome,mas você não responde 
Sinto sua falta meu bem 
Nunca quis esse vazio,sem você 
Lembranças de dias felizes,não sei  
Onde eu deixei meu coração 
Ela vai me levar daqui também
Despedaçada igual a vidro quebrado
Ela me fez uma promessa 
Que não seria problema me buscar 
Permaneço sentada na cadeira 
Esperando minha hora de partir,a hora em que ela vira me buscar