sábado, 24 de novembro de 2018

Ela é

Ela é o clichê das manhãs 
Levantando meu astral com seu bom dia
A carnificina não orquestrada 
A bússola atemporal 
O Google maps offline
Mais perdida sou eu 
Que ainda me sinto digna dela
Por mais que eu a afaste 
Ela ainda insiste, persiste
Minha existência penhorada 
Em razão de fazê-la sorrir
Por tempos sem dor 
Ela acorda mais um dia 
Com sua nostalgia 
E eu já cansado resolvo deixá-la ser 
Quem ela pensa que é.

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