terça-feira, 10 de dezembro de 2019


Anjo maldito

Ele chora debruçado no túmulo frio da única pessoa que realmente amou
Ele vaga nas noites taciturnas
Com a névoa encobrindo suas asas
Sua aura neutra,não deseja a morte
Mas lhe tiraram o que ele mais amava
Até mais que a si mesmo
O silêncio dos passos na casa
O deixa agoniado
O perfume dela ainda paira pelo ar do banheiro
Suas roupas jogadas no cesto
O anjo debruçado na lápide
Maldito,anjo amaldiçoado
Cobiçado pelos dois reis
Sozinho ele caminha,diante da noite mal iluminada
Ele vira a esquina e se depara com a morte 
Porém ele não mais a teme.