Ninguém vem te salvar na madrugada fria e chuvosa
Viciado em cair
Ele deixa tudo pra trás
O demônio atrás da porta
O espreita
Te vê chorar
Consolando o incomodo
Que range nas paredes do teu peito
Consegue ver isso se expandir no
Corpo inteiro
Isso aqui não é o inferno?
O demônio se compadece
Daquela alma condenada
Finjindo não cuidar
Ele caiu mais uma vez
O condenado carrega as cicatrizes
De uma vida sem amor
Cavando com afinco
Encontrando os ossos
No caixão
O demônio quis o curar
Mas nem ele poderia
Danação que já esperava os dois
Ameaçando mais vidas
O paraíso foi prometido da boca pra fora
Demônio e condenado
Entregues a tortura
Nem as correntes mais firmes
Puderam segurar
Asas queimadas
Pés de marfim
O condenado se convenceu
De que aquilo prestava
O demônio atrás da porta
Percebeu que o amava

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